De estagiário a repórter de TV, é o esporte na veia

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Por Rodolpho Pinduca

O esporte é apaixonante, seja ele o basquete, o handebol, o tênis, o curling – aquele jogo de bocha, misturado com malha jogado no gelo – e, obviamente o futebol. Quem participa seja praticando o esporte, como torcedor ou como jornalista fazendo coberturas sabe como é fascinante este meio.

E hoje vamos falar aqui de um desses profissionais que entrou no esporte e, pelo jeito, nunca mais vai sair. Do início em rádio ainda como estagiário a repórter de TV, conheça um pouco sobre Rafael Ribeiro:

Nome e idade: Rafael Ribeiro Pantano, 29 anos

É de onde? Londrina (PR)

Se formou em qual faculdade?

Eu fiz Administração de Empresas, com ênfase em Gestão Empresarial, na UniFil, e me formei em 2014

Começou a carreira onde e em quais veículos já trabalhou?

Na Rádio Terra Nativa AM 1580, em Cambé (PR), em meados de junho de 2013, aí saí em abril de 2014, e em agosto fui para a Rádio Cidade, também de Cambé, onde fiquei até fevereiro de 2016 e acertei com o Londrina Esporte Clube. Em março de 2017 comecei na Paiquerê FM 98.9 e no final de março de 2021 comecei na Rede Massa, onde estou em ambas até hoje.

Onde surgiu a vontade ou o interesse de trabalhar no rádio?

Eu sempre me vi trabalhando com a comunicação. Comecei a acompanhar o LEC em 2005, frequentando os jogos com o meu avô, e sempre tive a vontade de conhecer mais sobre o elenco, sobre o dia a dia do clube, saber quem foi contratado, quem foi dispensado, quem seria escalado. No início, eu tinha o sonho de ser narrador esportivo, tanto que em 2009 até cheguei a cogitar de montar a ‘Rádio Web LEC’, para transmitir os jogos do Tubarão, junto com um amigo.

Os anos se passaram e em 2012 eu fiz um ‘estágio’ na Paiquerê FM 98.9, acompanhando o Rádio Esporte, mas não tinha uma vaga, nem para estagiar, e acabei desanimando um pouco. No ano seguinte, em meados de maio, fui acompanhar uma final no Iate Clube de Londrina onde um professor da faculdade iria jogar, e tinha uma equipe transmitindo. Quando acabou o jogo, fui conversar com o pessoal dizendo que tinha o interesse de ter uma oportunidade, e dias depois já estava trabalhando com eles.

Quanto tempo na Paiquerê FM 98.9?

Comecei na rádio em 1º de março de 2017. De lá pra cá, atuei em várias funções na emissora, em vários programas, e hoje sou o âncora do Rádio Notícias 2ª Edição, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 18 às 19h30.

Você já trabalhou no LEC?

Uma das grandes experiências profissionais que eu tive na carreira foi ser Assessor de Imprensa do Londrina Esporte Clube. Em fevereiro de 2016, o João Severo, supervisor do clube, me convidou para auxiliar na parte administrativa e também na assessoria. Fiquei um ano, mas foi uma experiência muito bacana, me abriu muitas portas e me proporcionou muitos contatos.

E como surgiu a oportunidade para trabalhar na TV?

Em março de 2021, o então coordenador da Rede Massa TV Cidade, Alexandre Caramori, me convidou para produzir o Show de Bola, porque a Izadora Bicalho se ausentaria de licença maternidade. O combinado era até metade de novembro, quando ela retornaria, mas ele acabou saindo da emissora e o Maurício Diniz, gestor da TV, prorrogou a minha continuidade.

Eu nunca pensei em trabalhar na televisão, mas confesso que é muito prazeroso. Me proporcionaram também a oportunidade de cobrir o dia a dia do LEC nos treinos, jogos e bastidores, e ainda tive a grande honra de trabalhar na transmissão para todo o Estado no primeiro jogo da final do Campeonato Paranaense de 2021, no Estádio do Café, acompanhando o time, e foi um momento extremamente marcante e gratificante.

Como o repórter consegue, por várias vezes, divulgar a informação antes que o próprio clube?

É um processo longo. A rede de contatos do repórter, seja ele de qual seguimento for, independente da cobertura, tem que ser boa e variada. No meu caso, eu acho que as pessoas gostam de mim (risos), porque vira e mexe eu recebo umas informações legais, mas também trabalho bastante, pensando em postagens para as redes sociais, em descobrir informações que o clube não divulga, em descobrir contratações ou demissões, de uma maneira geral em conteúdos informativos para os torcedores.

Muitas vezes a notícia em primeira mão é muito válida, e todos os colegas buscam isso, porque é onde de fato te dá a notoriedade, mas a notícia bem informada, detalhada, rica de conteúdo, também chama a atenção. O grande ponto, em cima da pergunta, é o bom relacionamento com as fontes e a confiança que as pessoas depositam em você.

O que você acha da gestão SM Sports?

É claro que a gente precisa dividir algumas questões. Na história do LEC, com o Sérgio, é o momento mais vitorioso, trouxe de volta o time a um patamar que o torcedor nem imaginava mais que poderia estar, conquistou títulos importantes, acessos, enfim, quanto a isso é nítido e notório. O gestor é intempestivo e, ao longo desses mais de 10 anos, o atrito com a torcida e a imprensa acabou sendo grande, causando um desgaste entre os dois lados e, automaticamente, um distanciamento por parte do torcedor. A linha dessa relação é muito tênue, e se existisse uma postura mais ‘light’ do gestor, na minha opinião, o cenário seria diferente por parte do torcedor.

Você é conhecido como o repórter que sempre sabe dos bastidores quentes do LEC. Quais as principais informações que você já divulgou e quais as maiores repercussões que você já teve com essas notícias?

Eu comecei nas redes sociais, com mais ênfase, em 2019, quando eu lancei, pela primeira vez na imprensa de Londrina, esse estilo de cobertura diária do LEC através do Instagram, com informações nos stories e no feed de forma diária, e também fui o primeiro a comercializar essas informações, com a credibilidade das notícias que eu publico. Tem algumas notícias e postagens que acabam ganhando mais repercussão e nos deixam mais em evidência.

Por exemplo: no ano passado, eu fiz uma matéria no meu site contando como estava os bastidores do time na péssima campanha da Série B, com salários atrasados, os atletas descontentes, e a turbulência fora de campo; a parceria com o Novorizontino no final de 2018 e início de 2019 deu uma repercussão grande; em 2019 eu fiz uma matéria cobrando uma posição do clube sobre a cobrança de ingressos para menores de 12 anos, já que existe uma Lei Estadual dando a gratuidade e o LEC começou a respeitar a norma; e algumas notícias em primeira mão, como os retornos do Keirrison e do Celsinho, por exemplo, e as saídas de atletas, os garotos promovidos das categorias de base, ou atletas que foram relacionados e as escalações.

Quais os momentos que mais te marcaram na carreira?

Eu coleciono algumas alegrias na carreira: pude acompanhar in loco os últimos títulos do Londrina Esporte Clube, como os Estaduais de 2014 e 2021, e a Primeira Liga de 2017; fui o único profissional da imprensa londrinense a cobri o acesso do LEC para a Série B em Belém (PA); estava cobrindo o amistoso que o clube fez contra o Corinthians em Maringá, naquela vitória durante a pausa da Copa América; e em 2015, ainda pela Rádio Cidade AM 770 em Cambé, coordenei as transmissões do CAC, na Terceira Divisão do Campeonato Paranaense, e vendi anúncios para 17 empresas na época, e até hoje guardo com muito carinho aquele trabalho.

E durante a pandemia, tive a oportunidade de unir forças com um cara que, era uma das minhas referências profissionais, e se tornou meu irmão: Lucio Flávio Bortoti, repórter desde o início dos anos 2000, e criamos a Live do Tubarão. Inicialmente, fazíamos ela esporadicamente no Instagram, e aí começamos a profissionalizá-la, trazendo para o Facebook e YouTube, comercializamos o produto com os nossos parceiros, e graças a Deus hoje temos mais de 100 programas, entre entrevistas e bate-papos, sempre levando informações para o torcedor Alviceleste.

E além do rádio e da TV, você também se aventura nas assessorias?

Por gostar muito de comunicação e também de esporte, eu sempre quis aliar as duas coisas, e comecei a trabalhar com Assessoria de Imprensa em 2014, no Cambé Futsal, e em 2015/2016/2018 no Iate Clube de Londrina, aí fiz trabalhos também no handebol (Londrina, Cascavel e Dois Vizinhos), e desde dezembro de 2020, trabalho na Liga Camisa 8, que é a maior liga de futebol suíço no Paraná. A Liga teve um crescimento exponencial muito grande com as ações que a gente fez, na criação dos conteúdos para as redes sociais, com um crescimento de mais de 250% no número de seguidores.

O que você ainda almeja, profissionalmente falando?

Eu sou muito grato a Deus por tudo o que eu conquistei, pela minha trajetória, pelas oportunidades diárias e pelas portas que ele Ele me abriu ao longo de quase 10 anos de carreira, mas confesso que seria bacana trabalhar na cobertura do dia a dia do LEC numa Série A do Campeonato Brasileiro. Eu tenho a certeza de que valorizaria demais a cidade, os torcedores, a imprensa, todos, com uma chegada lá, mas é claro que ainda existe muita coisa a ser resolvida para que isso aconteça.

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