
Por Guilherme Lima
Futebol deixou de ser só um jogo. É comércio. Marketing. E muitos outros ingredientes. Ano que vem, tem Copa do Mundo, todo mundo sabe. O que nem todos lembram é que também teremos eleições. O Brasil vai escolher o presidente para 2027-2030.
A Nike parece ter definido a camisa vermelha como uniforme número 2 do Brasil. E não é pelo esporte. É pela eleição. De um lado, as camisas amarelas tradicionais, mas que foram amplamente usadas por apoiadores de Bolsonaro. Os apoiadores de Lula preferem o uso de itens vermelhos.
Munido disso, a Nike quer unir o patriotismo de ambos, em torno do futebol, com uma camiseta para cada “torcida”.
Particularmente, penso que o uniforme do time pentacampeão precisa ser amarelo e azul. Poderia fazer uma camiseta verde ou branca, para ressaltar a bandeira e associar com as cores do nosso estandarte. Sou tradicionalista. Ainda mais para uma seleção como a nossa.
Contudo, não é só futebol.
Gostando ou não, a empresa visa lucro e, pensando não só na Copa, que será de junho a julho, a camiseta vermelha tem foco ainda maior em outubro.
Como o futebol da seleção não ajuda vender camiseta, o negócio foi apelar para a política.
Nisso, a Nike fez um golaço de Marketing.
Se vai dar certo ou não, o tempo dirá.
É fato que, desde sempre, política e futebol andam juntos e misturados. Com essa “visão eleitoral” adotada na camisa da seleção, vai ser ainda mais ressaltada.






