
Por Marcos Defreitas
O solo tremeu em Miami como outrora rugiram os campos da Normandia. Impérios desabaram sobre o gramado sagrado da final da Copa do Mundo. Generais modernos vestiram suas armaduras para o acerto de contas definitivo. Era o choque inevitável entre o Big Ben e a Torre Eiffel.
A Inglaterra marchou impiedosa. O implacável Bukayo Saka liderou a vanguarda britânica. Suas investidas cirúrgicas rasgaram as linhas inimigas para cravar um histórico e sangrento hat-trick. O massacre parecia consolidado num humilhante 4 a 0.

Mas as estruturas da Torre Eiffel vacilaram e não caíram. A reação francesa foi arquitetada pela genialidade de Michael Olise. O maestro distribuiu passes cirúrgicos e alcançou o recorde imortal de sete assistências em uma única Copa do Mundo.
Foi o combustível para o rei Kylian Mbappé erguer sua espada dourada. Em um contra-ataque feroz, ele iniciou a reação gaulesa. Em duas jogadas avassaladoras, ele balançou as redes duas vezes. O orgulho rugiu de volta. Mbappé atingiu a marca mítica de 22 gols em exatos 22 jogos, isolado como o maior artilheiro da história das Copas.
O placar final de 6 a 4 ecoou pelos séculos como os canhões de Waterloo. Foi uma carnificina épica de gols. As engrenagens do Big Ben ditaram o ritmo da vitória. A glória britânica triunfou no maior espetáculo da Terra.






