Gasolina de jato, o combustível do topo do Olimpo no futebol!

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A motivação de escrever sobre isso veio de uma afirmação de meu sobrinho corintiano:

Danilo, do meu Palestra, é um jogador sensacional! Será mesmo?

 Apesar de grande parte da mídia referendar tal afirmativa, discordo frontalmente. Tecnicamente e por talento natural é um jogador comum, mesmo se evoluir muito.

O futebol de hoje é o jogo dos “Danilos” da vida. Entre a arte e a força, infelizmente, salva-se a segunda. Os deuses do esporte bretão, pragmáticos e à revelia da finesse, vergaram-se ao vigor físico movido à octanagem de jato.

A tática, o físico e a capacidade de fechar os espaços é o grande “barato” do jogo de bola. O craque, caso não corra atrás do perna de pau, não joga mais. Os esquemas táticos, neste futebol globalizado de hoje, demonstram claramente suas preferências.

As decisões da Fifa em equalizar o futebol facilitaram as coisas para o europeu “cintura dura”, em agravo ao menino pobre das periferias e favelas brasileiras.

E os exemplos são muitos, vou destacar um que acho determinante:

A redução padronizada dos campos para as dimensões mínimas, 105 por 68. Com esse futebol muito tático, rápido, intenso, forte, com grama molhada e de curtíssimo espaço, os “Danilos” vão deitar e rolar.

E aí cabem reflexões embora eu saiba que o modelo é sem volta:

Atacar em campo reduzido é a melhor estratégia? Tomar iniciativa do jogo é um bom negócio? Jogar bonito e pra frente tem mais chances de vencer?

Pegando como exemplo as duas competições continentais mais importantes do planeta me parece que não.

O meu Palestra ganhou duas Libertadores seguidas jogando fechado para roubar a bola e vencer em contra ataques rápidos.

Já na Champions cabe até uma reflexão à parte sobre como o grandíssimo Real Madri chegou à final este ano.

O time merengue foi totalmente dominado em todos os quesitos contra o PSG e o City e eliminou os dois. Contra o City – só para exemplificar no jogo em que o Madri perdeu por 3 a 2 – foram 21 chutes do time inglês contra 3 do espanhol. Quem passou?

Ainda bem que ainda existem “últimos moicanos” no futebol e em outros esportes, embora não sejam muitos. Eles não deixam a arte morrer e perpetuam o romantismo. O maior exemplo que conheço tem nome e sobrenome: Roger Federer.

Mesmo no crepúsculo da maior das carreiras ainda surgem nas manhãs o rei Sol. E nelas a neblina e as nuvens permanecem por todo o sempre translúcidas na prateleira da memória.

Roger mostra, ao contrário da lógica atual, o consolo de que entre a arte e a força também pode salvar-se a primeira. Dessa forma é que pretendo me lembrar “forever” dos grandes astros da bola.

PS: Não tenho nada contra o Danilo, muito pelo contrário. Enquanto jogador do meu verdão honra, e muito, o manto esmeraldino.

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