Depois da traulitada contra o Criciuma, Athletico tenta se recuperar contra o Cuiabá

Numa draga de fazer inveja, e que insiste em não acabar, o Athletico-PR enfrenta o Cuiabá, na Arena da Baixada, no sábado, 16 de agosto de 2025, às 20h30 (horário de Brasília), pela 22ª rodada da Série B.
O Furacão, com 26 pontos, ocupa a 13ª posição na tabela e, mesmo estando a cinco pontos do primeirão do bloco do rebaixamento, sabe que não pode mais dar sopa para o azar.
Pra piorar, o Coritiba, principal rival do Furacão está sem segundo na tabela com chances claras de retornar à Série A do Brasileirão.
O Athletico possui a pior defesa da competição, com 31 gols sofridos, o que agrava o momento delicado do setor defensivo. O ataque até que está desempenhando bem, fez 27 gols. Para comparar, o Goiás, que lidera a competição, fez 28 gols.
Derrota para o Criciúma e seus efeitos
Na rodada anterior (21ª), o Athletico foi derrotado pelo Criciúma por 4 a 2, em partida realizada na segunda-feira, 11 de agosto. Esse resultado deixou o clube como a equipe com a pior defesa da Série B, e também marcou o sexto jogo seguido sem vitória na Série B, todos iniciados com gols abertos pela própria equipe.
Além disso, duas importantes peças do sistema defensivo sofreram lesões: o lateral-direito Kauã Moraes (que ficará fora por pelo menos um mês) e o zagueiro Léo (com previsão de retorno em até dois meses). Ambos já iniciaram o tratamento no CAT Caju, o CT do clube.
Há um princípio de crise?
Sim, o momento pelo qual o Athletico passa indica claramente o início de uma crise. Os principais sinais incluem:
- Inconsistência de resultados: seis jogos consecutivos sem vitória na Série B.
- Defensivamente frágil, se posicionando como a pior defesa da competição.
- Desfalques importantes no sistema defensivo, justamente em um momento em que o setor já vinha sofrendo.
- Preocupação com o rebaixamento crescente, com projeções apontando o clube em situação delicada.
Tudo isso coloca pressão significativa sobre a comissão técnica, liderada por Odair Hellmann, e sobre o elenco, justamente quando se aproxima uma decisão importante em casa.

Torcida em ebulição: revolta, protestos e cobrança
A massa atleticana não está aceitando o momento com calma. As manifestações de insatisfação se multiplicam:
- Após derrota ao Goiás, torcedores deixaram a Arena da Baixada aos gritos e vaias, cobram melhores atuações e questionam: “o problema somos nós?”
- Em protesto organizado, cerca de 50 membros da torcida organizada “Os Fanáticos” se reuniram na frente da Arena com faixas como “Elenco de centavos” e expedientes fortes contra a diretoria .
- No aeroporto Afonso Pena, torcedores esperaram a delegação para expressar sua frustração diretamente, chegando a questionar a gestão do elenco e da comissão
- Após nova derrota, protestos com chamamentos em frente à Arena incluíram faixas comparando o estádio ao presidente Petraglia — e lembraram que o clube foi o único da Série B que não contratou na janela de junho.
- Na rede, a revolta foi intensa: “Que vergonha hein, pra mim deu. Segunda-feira estou aí pra cancelar meus 3 sócios”; “Vocês são o time com a mentalidade mais fraca que eu vi na história do futebol!” e até “Não querem subir… fazem força pra não subir…” são alguns dos relatos mais duros .
- Na Arena, torcedores já entoavam gritos direcionados ao presidente Mario Celso Petraglia, pedindo “Fora todo mundo!” depois da derrota para o Atlético-GO






