
Dois jogos, duas vitórias na Série C. 3 a 1 contra o Ypiranga, 0 a 2 contra o Floresta (CE). Dois times que estão longe de serem coitadinhos. São times tradicionais, com representatividade no cenário nacional já há algum tempo.
O Floresta nasceu em 1954 num bairro de Fortaleza, mas só foi participar de competições profissionais em 2015. Porém, começou mostrando que não estava de brincadeira.
A equipe disputa a Copa do Nordeste, já disputou a Copa do Brasil, foi vice-campeã da Série D, e há algum tempo disputa a C.
O Ypiranga de Erechim, foi fundado em 1924, e desde 2010, além do Gauchão, disputa várias competições nacionais.
E o Londrina?

Primeiro campeão da Série B, a famosa Taça de Prata, em 1980. Aliás, primeiro time do Paraná a conquistar uma competição nacional. Campeão da Primeira Liga (2017) que reunia os principais times da região sul, além de times do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. 5 vezes campeão Paranaense e ainda 4º colocado no Brasileirão de 1977.
Tem história. E a sequência dessa história tem cara de que vai ficar ainda melhor.
Sou torcedor, então vou falar aqui na primeira pessoa. Temos um velho/novo estádio, o VGD, que voltou a estar no coração de todos nós. Temos um grupo gestor que está pensando no médio e longo prazo e está fazendo um ótimo trabalho para abraçar o torcedor, trazê-lo de volta. Só para lembrar, em 2013 a média de público do Londrina foi de 7.257. No último ano da SM Sports gerindo o futebol do time, a média ficou em 910 pagantes.
Aos poucos o público está voltando. A estreia do Londrina na Série C teve o segundo melhor público da competição, 6.300 torcedores.
O melhor de tudo é que há muito tempo o Tubarão não tinha um time tão guerreiro e equilibrado tática e tecnicamente. Trabalho árduo do competente técnico Claudinei Oliveira.
Mesmo os jogadores com menor capacidade técnica, compensam no pulmão abraçado ao coração. O lema: não parar de correr nunca.
Dá para sonhar com a Série B sim senhor, e sim senhora.






