
Por Edson Ferracini
Estou, fisicamente, à frente da TV, mas na imaginação estou em Paris nas arquibancadas da Philippe Chatrier. É maio de 2026. A Cidade Luz verte por todos os seus poros o pó de saibro da terra batida de Roland Garros.
Terceira rodada, o menino brasileiro vai jogar contra uma lenda viva, o maior vencedor da história do tênis mundial.
Dizem que a primeira vez contra um legendário jogador é a mais difícil – ainda mais em melhor de 5 sets.
Contra Djokovic essa peregrinação inicial rumo ao desconhecido seria, até então, o maior desafio da ainda breve carreira de João Fonseca?
Sim, seria. E como foi!
Em 5 sets, depois de quase 5 horas repletas de emoções, estratégias, oscilações táticas, minúcias, alternâncias…finalmente veio a vitória de João.
Essa partida memorável pode ser um marco a edificar sua carreira. O caminho dos grandes é estreito, mas esse jogo pode levá-lo rumo ao tênue limite reservado apenas aos melhores do mundo.
E ainda nos faz acreditar que vitórias na sequência nesta edição do torneio NÃO são uma realidade distante, afinal o menino nascido onde “da janela vê-se o Corcovado, o Redentor, que lindo…” ganhou do Djokovic, pôôô!
Sobre o jogo em si, qualquer coisa que eu teria a dizer já foi dita, mas vale lembrar o último game da partida:
João estava com 30 a zero e saque. Ao errar 3 direitas seguidas, dá a chance para Novak empatar em 6 a 6 e levar o jogo um super tiebreak até 10 pontos.
Aí aparece o jogador diferente. O menino termina a partida com três aces em sequencia. A 220, 215 e 213 por hora respectivamente. Tal atitude pode ser resumida em uma única palavra: CORAGEM!





