Um dia de cão no futebol brasileiro

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Ceni perdeu a guerra do vestiário – (Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

O futebol brasileiro teve ontem o seu dia de cão.

O dia que parecia não terminar.

Em Minas Gerais o técnico Rogério Ceni, que gosta de trabalhar pesado, multivencedor como jogador de futebol, campeão também como técnico, apesar ainda do pouco tempo na carreira, foi fritado por jogadores do Cruzeiro com a complacência da diretoria do time. Confrontado por Thiago Neves, depois por Nenê e sem respaldo da cambaleante diretoria, foi demitido após apenas 46 dias no cargo.

Afundado em dívidas, e com o pé na zona de rebaixamento, Rogério Ceni parecia a solução para dar uma chacoalhada no time e na imagem externa do Cruzeiro.

Porém, o fator vestiário, quando jogadores não respeitam a hierarquia e quando a diretoria não se faz respeitar, vence.

Rogério Ceni caiu.

Qual treinador aceitará comandar o Cruzeiro sabendo de antemão que não terá respaldo da diretoria em caso de enfrentamento com as estrelas do time?

Cuca: minha forma de pensar futebol não casou com o São Paulo

Outro que não conseguiu fazer o time até bem estrelado jogar foi Cuca. O técnico não resistiu a mais uma atuação fraca e uma derrota em casa, desta vez para o Goiás, 1 a 0. Mesmo dispondo de feras do futebol mundial como Daniel Alves, Hernanes, Pato, Juanfran, além de outros em franca ascensão, Cuca não conseguiu ligar a máquina. Disse que seu pensamento de futebol não casou com o time.

Não foi apenas esta a turbulência no São Paulo no dia de ontem. A diretoria agiu e contratou o sempre controverso Fernando Diniz. O anúncio de Diniz como novo comandante provocou a saída do diretor Vagner Mancini. Ele pediu demissão, agradeceu o tempo que passou no clube e desejou sorte.

E a noite continuou cheia de trovões.

Ganso: Burro do garai… – Osvaldo: Vagabundo…

No tumultuado jogo entre o Fluminense e o Santos, empate em 1 a 1, o jogador Ganso, que desde que retornou ao Brasil, ainda não mostrou com consistência o futebol que se espera dele, deixou o campo xingando de burro o técnico Osvaldo de Oliveira que retrucou, chamando-o de vagabundo.

Após o jogo Osvaldo, vaiado pela torcida, saiu de campo mostrando o dedo do meio para os torcedores.

Minutos depois, nas entrevistas, Ganso e Oliveira disseram que se abraçaram no vestiário e tudo ficou resolvido.

Resolvido?

O futebol e suas eternas emoções.

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