Todos os meus times ganharam

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Zé Rafael, dois gols e o reconhecimento dos parças

Por Rogério Fischer

Sim, todos eles. O da alma, os afetivos, os de conveniência. Todos as equipes para as quais eu torço saíram vencedoras na primeira rodada do Campeonato Brasileiro – tanto na Série A quanto na Série B. Se Rogério Fischer fosse um time, estaria disparado na frente, com 15 pontos, cinco vitórias, 14 gols marcados e quatro sofridos – tudo isso em apenas uma rodada.

Pela ordem cronológica, os resultados foram estes: Botafogo-SP 3 x 1 Vitória na manhã/tarde de sábado, Grêmio 1 x 2 Santos na manhã/tarde de domingo, CRB 1 x 2 Londrina e Bahia 3 x 1 Corinthians no horário vespertino e, para fechar com chave de ouro, à noite rolou Palmeiras 4 x 0 Fortaleza. O Ma10r do Brasil encerrou 2018 campeão e iniciou 2019 líder. É nóix!

Mas por que o Botinha, se até os paralelepípedos da Concha Acústica sabem que eu sou palmeirense? Senta aí que a história é comprida.

Porque estou morando em Ribeirão Preto, oras bolas. E acompanho o time da cidade onde moro. Até em Maringá foi assim. Porém, antes de ir para Londrina, onde fiquei por 34 anos, o Botafogo já era meu velho conhecido. Ribeirão fica a 80 km de Guará, onde nasci. Quem jogava bola sonhava em jogar no Botafogo. Uma vez um tio me levou ao Estádio Santa Cruz para ver um jogo da Seleção Brasileira. O Brasil ganhou de 2 a 0 do Chile, acho, gols de Zico. O técnico era Telê e o Brasil se preparava para a Copa de 82 – sim, aquela. Quando chegamos, tio Lazinho e eu vimos aquele estádio apinhado e passamos a pensar aonde sentaríamos. Daí, eu, pivete de 15 anos, vi um lance de arquibancada vazio e avisei meu tio. “Lá não”, vaticinou Lazinho. “Lá tá vazio para separar a torcida do Botafogo da torcida do Comercial”, explicou. “Mas o jogo é da Seleção”, ponderei. “Pois é…”, ele lamentou.

Ao me mudar para Ribeirão, no final do ano retrasado, passei a imaginar: e agora, torcer para quem, Comercial ou Botafogo? Quando fui para Londrina, em 1984, aos 18 anos de idade, para cursar Jornalismo, não havia dúvidas: era o Londrina. Até tinha um outro time, chamado Café, de cuja existência só soube por conta de um torneio em homenagem ao cinquentenário da cidade e que reuniu também Palmeiras e São Paulo.

(O Palmeiras ganhou do Londrina na final depois de eliminar o São Paulo na primeira rodada com um gol olímpico do Jorginho no Waldyr Peres. Chupa, bambis!)

Enfim, havia muitos prós e contras aguardando minha nova decisão. O Comercial deu Emerson Leão para o Palmeiras. O Botafogo deu Sócrates para o Corinthians e Raí para o São Paulo. Ponto para o Comercial, embora o primeiro jogo que eu lembro de ter visto o Leão jogando foi naquela final de Campeonato Brasileiro contra o Guarani em que Leão foi expulso e o Palmeiras perdeu de 1 a 0, em 1978.

O Botafogo me reprovou numa peneira quando eu tinha uns 14 anos. Dois pontos para o Comercial.

Se no estádio do Botafogo eu vi um jogo da Seleção do Telê, no campo do Comercial – Doutor Francisco de Palma Travassos – eu joguei. Sim, joguei, pelo glorioso Vila Nova, de Guará, contra os juniores do Bafo, na preliminar de Comercial x Portuguesa (de Marinho Rã) pelo Paulistão. Mais um ponto para o Comercial, embora tenhamos perdido o jogo e embora também tivesse sido reprovado numa peneira na Francana.

O Botafogo tem a camisa tricolor. O Comercial é alvinegro. Empate. Sem gols.

Ano passado fui ver um jogo do Comercial e acompanhei toda a campanha do time que subiu da quarta para a terceira divisão de SP. E quando estava indo trabalhar, na manhã deste sábado, ouvi no carro, pela CBN, um bom pedaço do jogo de estreia do Botafogo pela Segundona nacional e fiquei contente com a virada sobre o Vitória. No final das contas, vou é acabar torcendo para os dois times daqui. E torcer para o Comercial continuar subindo até acontecer de novo o Come-Fogo.

E como explicar o Santos?

Ora, o Santos é o segundo time de todo palmeirense. Com o Santos não há rivalidade, apenas admiração. Sempre achei aquele uniforme das antigas, todo branco, com listras e números pretos, o mais bonito. E é o time que teve a honra de abrigar Pelé. Não é pouca coisa. E o Peixe estreou neste Brasileirão ganhando do Grêmio fora de casa. Tenho comigo que o Santos de Sampaoli e o Athetico (se é pra colocar “h” eu não coloco acento) Paranaense vão fazer bonito neste campeonato.

E o Bahia?

O Bahia porque jogou contra o Corinthians, pô!

E o Tubarão – que na quinta-feira ganhou do Bahia pela Copa do Brasil, mas não levou – estreou ganhando do CRB em Maceió. No Estádio Rei Pelé! Ganhar fora não é surpresa para o Londrina nas últimas temporadas. O time tem de aprender a ganhar em casa. Daí, sim, vai subir para a Primeira Divisão.

Aliás, o primeiro pega entre Londrina e Botafogo será dia 20 de agosto, numa terça-feira, pela 17ª rodada, em Ribeirão Preto. Taí uma boa oportunidade para um amigo londrinense largar a mão de ser preguiçoso e vir me visitar. Um não, dois. Acho que vou convidar o Apolo e o Marião. Se existir Brasil até lá, porque, convenhamos, né, tá osso…

Sim, todos eles. O da alma, os afetivos, os de conveniência. Todos as equipes para as quais eu torço saíram vencedoras na primeira rodada do Campeonato Brasileiro – tanto na Série A quanto na Série B. Se Rogério Fischer fosse um time, estaria disparado na frente, com 15 pontos, cinco vitórias, 14 gols marcados e quatro sofridos – tudo isso em apenas uma rodada.

Pela ordem cronológica, os resultados foram estes: Botafogo-SP 3 x 1 Vitória na manhã/tarde de sábado, Grêmio 1 x 2 Santos na manhã/tarde de domingo, CRB 1 x 2 Londrina e Bahia 3 x 1 Corinthians no horário vespertino e, para fechar com chave de ouro, à noite rolou Palmeiras 4 x 0 Fortaleza. O Maior do Brasil encerrou 2018 campeão e iniciou 2019 líder. É nóix!

Mas por que o Botinha, se até os paralelepípedos da Concha Acústica sabem que eu sou palmeirense? Senta aí que a história é comprida.

Porque estou morando em Ribeirão Preto, oras bolas. E acompanho o time da cidade onde moro. Até em Maringá foi assim. Porém, antes de ir para Londrina, onde fiquei por 34 anos, o Botafogo já era meu velho conhecido. Ribeirão fica a 80 km de Guará, onde nasci. Quem jogava bola sonhava em jogar no Botafogo. Uma vez um tio me levou ao Estádio Santa Cruz para ver um jogo da Seleção Brasileira. O Brasil ganhou de 2 a 0 do Chile, acho, gols de Zico. O técnico era Telê e o Brasil se preparava para a Copa de 82 – sim, aquela. Quando chegamos, tio Lazinho e eu vimos aquele estádio apinhado e passamos a pensar aonde sentaríamos. Dai, eu, pivete de 15 anos, vi um lance de arquibancada vazio e avisei meu tio. “Lá não”, vaticinou Lazinho. “Lá tá vazio para separar a torcida do Botafogo da torcida do Comercial”, explicou. “Mas o jogo é da Seleção”, ponderei. “Pois é…”, Lazinho lamentou.

Ao me mudar para Ribeirão, no final do ano retrasado, passei a imaginar: e agora, para quem vou torcer? Comercial ou Botafogo? Quando fui para Londrina, em 1984, aos 18 anos de idade, para cursar Jornalismo, não havia dúvidas: era o Londrina. Até tinha um outro time, chamado Café, de cuja existência só soube por conta de um torneio em homenagem ao cinquentenário da cidade e que reuniu também Palmeiras e São Paulo.

(O Palmeiras ganhou do Londrina na final depois de eliminar o São Paulo na primeira rodada com um gol olímpico do Jorginho no Waldyr Peres. Chupa, bambis!)

Enfim, havia muitos prós e contras aguardando minha nova decisão. O Comercial deu Emerson Leão para o Palmeiras. O Botafogo deu Sócrates para o Corinthians e Raí para o São Paulo. Ponto para o Comercial, embora o primeiro jogo que eu lembro de ter visto o Leão jogando foi naquela final de Campeonato Brasileiro contra o Guarani em que Leão foi expulso e o Palmeiras perdeu de 1 a 0, em 1978.

O Botafogo me reprovou numa peneira quando eu tinha uns 14 anos. Ponto para o Comercial.

Se no estádio do Botafogo eu vi um jogo da Seleção do Telê, no campo do Comercial – Doutor Francisco de Palma Travassos – eu joguei. Sim, joguei, pelo glorioso Vila Nova, de Guará, contra os juniores do Bafo, na preliminar de Comercial x Portuguesa (de Marinho Rã) pelo Paulistão. Mais um ponto para o Comercial, embora tenhamos perdido o jogo e embora também tivesse sido reprovado numa peneira na Francana.

O Botafogo tem a camisa tricolor. O Comercial e alvinegro. Empate, sem gols.

Ano passado fui ver um jogo do Comercial e acompanhei toda a campanha do time que subiu da quarta para a terceira divisão de SP. E quando estava indo trabalhar, na manhã deste sábado, ouvi no carro, pela CBN, um bom pedaço do jogo de estreia do Botafogo pela Segundona nacional e fiquei contente com a virada sobre o Vitória. No final das contas, vou é acabar torcendo para os dois times daqui. E torcer para o Comercial continuar subindo até acontecer de novo o Come-Fogo.

E como explicar o Santos?

Ora, o Santos é o segundo time de todo palmeirense. Com o Santos não há rivalidade, apenas admiração. Sempre achei aquele uniforme das antigas, todo branco, com listras e números pretos, o mais bonito. E é o time que teve a honra de abrigar Pelé. Não é pouca coisa. E o Peixe estreou neste Brasileirão ganhando do Grêmio fora de casa. Tenho comigo que o Santos de Sampaoli e o Athetico (se é pra colocar “h” eu não coloco acento) Paranaense vão fazer bonito neste campeonato.

E o Bahia?

O Bahia porque jogou contra o Corinthians, pô!

E o Tubarão – que na quinta-feira ganhou do Bahia pela Copa do Brasil, mas não levou – estreou ganhando do CRB em Maceió. No Estádio Rei Pelé! Ganhar fora não é surpresa para o Londrina nas últimas temporadas. O time tem de aprender a casa em casa. Dai sim vai subir para a Primeira Divisão.

Aliás, o primeiro pega entre Londrina e Botafogo será dia 20 de agosto, numa terça-feira, pela 17ª rodada, em Ribeirão Preto. Taí uma boa oportunidade para um amigo londrinense largar a mão de ser preguiçoso e vir me visitar. Um não, dois. Acho que vou convidar o Apolo e o Marião. Se existir Brasil até lá, porque, convenhamos, né, tá osso…

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