Roberto Fonseca: quase um vidente, sabia que o Londrina ia patinar

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Técnico com passagens por diversos clubes brasileiros, campeão da Copa do Nordeste, Fonseca dirigiu o LEC por apenas uma partida quando percebeu que o acordo com o gestor não seria cumprido. Veja a entrevista exclusiva para o VEC. Carreira, títulos e, obviamente, o Tubarão

Ele é paranaense, nascido em Mandaguari, a 70km de Londrina. E foi em sua terra natal, em um amistoso do time local contra o misto do Londrina, que Roberto deu seu primeiro salto na carreira de jogador profissional. O saudoso Aliomar Rodrigues Mansano, popular Ticão, famoso descobridor de talentos, estava presente neste jogo e se encantou com a maturidade do Roberto, jogando com 15, 16 anos já no meio dos profissionais. Ticão voltou deste amistoso com dois jogadores do Mandaguari, Fonseca era um deles.

Em 1980 começou sua carreira nas categorias de base do Londrina. Em 1981 fez parte do grupo que conquistou o Paranaense. Logo depois foi para o poderoso São Paulo, encontrando ídolos como Pita, Careca e Oscar. Pelo clube paulista foi campeão estadual em 1985.

“Você olhava do lado tinha o Oscar, o Careca, o Pita”

Fonseca atuou por outras equipes como América-SP, Bahia, Ferroviária, Botafogo-SP e Grêmio Maringá. Aposentou-se na Portuguesa Londrinense e lá mesmo deu seus primeiros passos como treinador, durante a gestão do folclórico gestor Amarildo Vieira. Porém, seu primeiro grande feito como treinador, curiosamente, foi em sua cidade natal, quando conseguiu acesso com o Águia Futebol, time de Mandaguari, campeão da segunda divisão paranaense em 2001.

De lá para cá, Roberto treinou equipes por todas as regiões do Brasil, tendo grande destaque no interior de São Paulo e também no futebol do Nordeste.

“Nordestinos exigem futebol alegre, bonito, atacando”

O ano de 2018 foi um marco para Fonseca. Ele sagrou-se campeão da Copa do Nordeste pelo Sampaio Corrêa e depois assumiu o Londrina em crise, na zona de rebaixamento da Série B. Acabou conseguindo uma grande arrancada, brigando até as últimas rodadas pelo acesso. Saiu “emprestado” ao final do campeonato para treinar o Novorizontino, durante o Campeonato Paulista, com a promessa de voltar para a Série B de 2019. Ele voltou, mas ficou apenas um jogo no comando da equipe.

“Pegamos o Londrina numa zona de rebaixamento, mas o time era muito bom”

Depois do Londrina, Roberto assumiu uma barca desgovernada. Foi para o Guarani, equipe em grave crise política e que lutava (luta até agora, inclusive) para evitar o rebaixamento para a Série C. Não começou muito bem. Porém, depois conseguiu somar 7 pontos em 3 jogos, animando a torcida.  Mas derrotas no derby campineiro contra a Ponte, para Vila Nova em casa e por último contra o Operário, deram fim a passagem de Roberto e de mais meia dúzia de dirigentes, incluindo o Presidente.

“Consegui títulos em vários lugares. Mas no Guarani foi difícil…”

Quando caminhávamos para o final da entrevista, Claudio Osti, em um raro momento da sagacidade, fez uma ótima pergunta que envolve contratações e produtividade.

“Contratar jogador não é fácil. De repente ele não funciona”

Roberto também falou sobre os títulos que marcaram sua carreira como jogador e treinador.

“Ser campeão Nordestino com o Sampaio Correia foi maravilhoso”

1 COMENTÁRIO

  1. […] O VEC entrevistou o técnico Roberto Fonseca que comandou o LEC em apenas um jogo este ano. Com passagens por diversos clubes brasileiros, campeão da Copa do Nordeste, Fonseca percebeu que o acordo com o gestor não seria cumprido. Veja o bate papo exclusivo com os jornalistas Cláudio Osti (eu) e Guilherme Vanzela. Carreira, títulos e, obviamente, o Tubarão. (AQUI) […]

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