Pra cima, volver! E o Sul se enfraquece…

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Por Rogério Fischer

Faltando onze rodadas para terminar a Série A e oito para se concluir a Série B, estamos perto de assistir a uma nova tendência no futebol brasileiro. Os números e resultados, até aqui, apontam para o fortalecimento do Nordeste – e para o enfraquecimento do Sul, em especial a bela e Santa Catarina.

Os clubes barrigas-verdes vão mal, muito mal. Chapecoense e Avaí ocupam as duas últimas posições na Primeira Divisão. Distantes de seus vizinhos de Z-4, estão praticamente condenados a cair. Caçula da Série A, o Avaí faz um esforço danado para retornar à Segundona, com apenas três vitórias em 27 rodadas. Vítima, em 2016, de uma tragédia sem precedentes por aqui, a Chape mira o mesmo destino, com a mesma performance.

Quando se olha um pouco mais pra baixo, o cenário continua o mesmo. Na Série B, o Criciúma e o Figueirense frequentam há tempos a zona de rebaixamento. O Figueira com um ingrediente a mais: falido, o clube quase provoca vexaminoso WO, por falta de pagamento de salários. Diante da situação caótica, a torcida abraçou o time, vem lotando o estádio e nutre alguma esperança.

Olha-se um pouco mais pra baixo e vê-se que o cenário é aterrador: nenhum catarinense sequer disputou a Série C deste na ano, cujo acesso para a divisão superior foi conquistado por Náutico, Sampaio Correa, Juventude e Confiança. Três contra um: mais um banho dos nordestinos sobre os sulistas. O prêmio de consolação ficou para o Brusque, que fez boa campanha na Série D e subiu. Do outrora valente Joinville, ninguém sabe, ninguém viu.

O Nordeste se segura na Série A com os aguerridos Fortaleza e Ceará e, melhor ainda, com o Bahia, que almeja Libertadores. Tudo bem que o CSA parece estar com os dias contados, porém peleja. Na Série B, o Sport, atrás apenas do vitaminado Bragantino, tem tudo para subir. Até o CRB faz campanha elogiável, de olho na última vaga entre os quatro primeiros.

Já o estado do Paraná revela uma discrepância – ou melhor, um abismo – entre o Athletico e o resto. Enquanto o time da Baixada, agora com h no nome e novo escudo, conquistou a Copa do Brasil, encheu os cofres e dorme em berço esplêndido, já garantido na Libertadores-2020 e sem risco algum de rebaixamento, os demais clubes engatam uma fileira para ver se conseguem ao menos uma vaguinha entre os quatro primeiros da Série B.

Chance maior para o Coritiba, atualmente o 4º colocado, à frente do Paraná Clube, o 7º, do Operário, o 9º, e do Londrina, o… Bem, deixa o Londrina pra lá. Depois de namorar a Primeira Divisão três anos seguidos, o Tubarão meteu os pés pelas mãos e, apesar dos defensores dos ouvidos dos coitados dos animais, vai soltar foguetes se conseguir permanecer na Segundona, a um ano do fim do contrato de gestão com a SM Sports.

Desde que obteve a cobiçada vaga na Série B, ao vencer o sergipano Confiança num Estádio do Café lotado, em 2015, Londrina protagonizou uma expectativa às avessas: quando todos imaginavam bons públicos durante as campanhas na atraente Segunda Divisão, o que se viu foram poucos torcedores prestigiando a equipe – em média, “os três mil de sempre”.

O que pode ter afastado o torcedor do Estádio do Café justamente nesses anos em que o clube ficou perto da Série A? É assunto para mais de metro, a ser tratado oportunamente. Você, leitor, pode deixar seu palpite aí nos comentários. Seria de grande ajuda.

1 COMENTÁRIO

  1. Em geral, mais erro do que acerto, mas penso, não é de hoje, que o SM nunca se interessou que o Londrina ascendesse à Série A… Penso, também, Rogério, que o tema mais importante a ser debatido neste momento é o Londrina pós-SM… Enfim…

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