O tetra dos EUA e o grande legado da Copa do Mundo Feminina

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Estados Unidos sagraram-se tetracampeãs após derrotar a Holanda por 2 a 0. Após enorme sucesso, Copa do Mundo deixa excelente legado para os próximos anos

Por: Junior Azevedo

No último domingo (7), os Estados Unidos venceram a Holanda por 2 a 0 e conquistaram o tetracampeonato mundial. Os gols das norte-americanas foram anotados por Megan Rapinoe e Lavelle, ambos na segunda etapa. Confirmando o favoritismo, os EUA leva a sua segunda Copa do Mundo de forma consecutiva. No último mundial, as estadunidenses conquistaram o tricampeonato diante do Japão, no Canadá. De oito mundiais, os Estados Unidos conquistaram quatro, um grande domínio.

Após passar dificuldades diante da Espanha, França e Inglaterra, nas oitavas, quartas e semis, respectivamente, os Estados Unidos sobraram na grande final. A Holanda teve pouquíssimas chances e não conseguiram equilibrar a partida sendo dominada pelos EUA. As atuais campeãs europeias até tentaram segurar o ímpeto norte-americano, mas o VAR apareceu e marcou um pênalti para as tetracampeãs.

Coube a Megan Rapinoe cobrar e abrir o placar furando o bloqueio holandês. A craque norte-americana foi uma das artilheiras da Copa e eleita a melhor da competição. Lavelle fez um belo gol matando a partida dez minutos depois. A Holanda não conseguiu reagir e o título foi incontestável. Após o apito final, Rapinoe pediu igualdade salarial entre mulheres e homens, esta vem sendo a principal reivindicações das atletas do futebol feminino.

Megan Rapinoe comemora o primeiro gol dos Estados Unidos durante a final. Foto: (Reprodução/globoesporte.com)

A Copa do Mundo de 2019 foi um sucesso, um marco para o futebol feminino. A audiência triplicou em relação aos últimos mundiais, o público nos estádios foi um também um sucesso. A média de ocupação foi de 88%, um marco surpreendente. Quanto a audiência, os maiores exemplos ocorreram na Holanda e na Inglaterra. Durante a final da Copa, 80% dos televisores estavam ligados na partida em Amsterdã, capital holandesa. Na Inglaterra, durante às semis contra os EUA, 30 milhões de pessoas assistiram a partida.

Devido ao sucesso, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, comentou em entrevista coletiva que pretende aumentar o número de participantes para 32 seleções, além de triplicar as premiações das atletas. Com mais visibilidade, Infantino afirmou que inúmeros patrocinadores o procuraram para os próximos torneios femininos. Alias, um outro objetivo do presidente da FIFA é criar uma nova competição além da Copa do Mundo.

Falando em clubes o sucesso dos mundiais também foi extremamente positivo. Gigantes europeus como Real Madrid, Manchester United e Juventus afirmaram que vão investir pesado no futebol feminino. No Brasil, todas as equipes que disputam as Série A e B foram obrigadas por lei a criarem uma equipe feminina até 2020. Em contrapartida, os grandes clubes brasileiros criaram suas equipes femininas, enriquecendo o Campeonato Brasileiro.

Com o crescimento do Campeonato Brasileiro Feminino, a Rede Bandeirantes fechou com a CBF os direitos de transmissões do torneio, algo inédito na TV aberta. Com uma liga forte, grandes nomes da seleção brasileira vem retornando ao país, o caso mais recente e da lateral esquerda Tamires, que fechou com o Corinthians.

O interesse vem aumentando, as ligas vem crescendo e este é o melhor cenário da história do futebol feminino. Cabe as confederações continuarem incentivando, as mulheres merecem esse reconhecimento e, a barreira do preconceito vem sendo derrubada aos poucos. Para o próximo clico de Copa do Mundo, a expectativa é muito maior. Há um futuro promissor para o futebol feminino, valeu muito a pena a luta das mulheres para as melhorias do esporte. O futebol também é delas.

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