O Londrina Basquete não aceitou a vaga no NBB. Com dor no coração, Eu apoio

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Eu já estive no ginásio Moringão em Londrina, com seis, sete, oito mil pessoas, assistindo o Londrina Basquete na principal Liga do esporte no País. Jogos empolgantes contra os gigantes do basquete nacional, Flamengo, Franca, e tantos outros. Times guerreiros que mesmo não tenho o mesmo nível técnico brigavam até o último segundo, em alguns jogos a briga ia até depois do término da partida.

E isso continua na memória de quem tem mais de 30 anos. Moringão, um caldeirão que poucos adversários não tremiam com o barulho da torcida.

O time já foi chamado de Grande Londrina, de Londrina/TIM, Londrina/Sercomtel, Londrina/Inesul e agora Londrina Unicesumar. Não é o mesmo CNPJ, mas é a mesma ideia.

A ideia de quem adora o basquete e acredita que Londrina precisa estar na principal competição nacional.

A profissionalização do basquete com a criação do Novo Basquete Brasil é inegável. A qualidade da competição também. O Londrina já esteve lá. Porém, nas ultimas participações, apesar do esforço, passou vergonha.

Com as disputas da Liga Ouro, divisão de acesso ao NBB, a nova equipe do Londrina, agora associando seu nome ao time de futebol, paixão minha e de milhares de torcedores, mostrou que é competitiva nesta categoria, mas ainda falta um pouco mais para ser competitivo no NBB.

E tudo passa pelo bolso. O salto é grande. O orçamento atual do Londrina não chega a R$ 700 mil por ano, somando verba da Fundação de Esportes, Unicesumar e demais patrocinadores. Para disputar o NBB, mesmo sem pensar em título, mas para não passar vexame, precisaria de um orçamento acima de R$ 3 milhões. E, patrocínio hoje em dia, com o PIB do País praticamente negativo nos últimos quatro anos, está quase impossível.

Por isso a recusa do time em aceitar o convite do NBB para participar da Liga Nacional é compreensível. Se aceitasse, a equipe Londrinense ocuparia a vaga do Vasco da Gama que desistiu de participar.

Há vários anos a APVE, que comanda o basquete do Londrina, vem se estruturando aos poucos. Apesar da vontade, dar um salto como este, sem aporte significativo no orçamento, seria um risco gigantesco. Poderia atrapalhar todo o trabalho de base que vem sendo feito.

Por mais que queiramos que o basquete de Londrina volte para o NBB, é preciso ter os pés no chão.

Não custa esperar mais um pouquinho.

1 COMENTÁRIO

  1. […] Eu já estive no ginásio Moringão em Londrina, com seis, sete, oito mil pessoas, assistindo o Londrina Basquete na principal Liga do esporte no País. Jogos empolgantes contra os gigantes do basquete nacional, Flamengo, Franca, e tantos outros. Times guerreiros que mesmo não tenho o mesmo nível técnico brigavam até o último segundo, em alguns jogos a briga ia até depois do término da partida. (leia mais) […]

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