O cartão amarelo era um safanão

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Sérgio era um “big black”, já que não é politicamente correto chamá-lo de negão.

Alto, forte e cabelo black power, praticamente um clone do Toni Tornado.

Trabalhava de ensacador e ai de quem ousasse o chamar de saqueiro. Era flertar com um internamento hospitalar.

Serjão era um cara legal, de bom coração com os amigos.  Só tinha um defeito.  Gostava de surrar os outros prevalecendo-se de seu porte de lutador de boxe peso pesado.

E a coisa ficava mais complicada ainda quando ele se metia a apitar as peladas de futebol nos finais de semana. Era confusão na certa. Ele tinha um jeito só dele de aplicar advertências.

Substituía o cartão amarelo por safanões. E o vermelho, quando o peladeiro não batia em retirada, ele dava uma mãozinha e o jogava fora do campo.

Literalmente!

Não seguiu carreira obviamente, mas marcou o nome no gibi futebolístico do Jardim Leonor, em Londrina.

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