Nem Cebolinha nem Messi. Mas sim Daniel Alves e Gabriel Jesus

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Daniel Alves foi um dos melhores em campo na vitória da seleção brasileira. Foto: (Reprodução/globoesporte.com)

Por Cláudio Osti

Claro que foi um grande jogo. Não estou falando aqui de grande qualidade técnica, mas de um jogo com emoção como há muito não se via nestas plagas. Bolas na trave, jogadas mais pegadas, nervosismo à flor da pele, dribles desconcertantes, canetas. Catimba. Tudo o que se espera quando duas seleções rivais, e bota rivalidade nisso, se encontram em uma semifinal de uma competição importante.

Taticamente foi um belo espetáculo. Acostumado a atacar e, usando um termo recente no futebol, amassar o adversário, o Brasil jogou de forma mais estratégica. Em alguns momentos três, quatro jogadores brasileiros mordiam Lionel Messi – que fez uma boa partida – sem deixar espaço para que a genialidade aflorasse.

Um jogo equilibrado. Mas como era de se espera, ninguém alisou ninguém. 31 faltas, algumas entradas nada leais, sete cartões amarelos e várias discussões ríspidas em campo.

Foi o melhor jogo da Argentina na Copa América. Finalizou 13 vezes contra o gol de Alisson – que esteve seguro mais uma vez. O Brasil acertou apenas 4 chutes direcionados ao gol, mas foi muito mais eficiente. 2 gols.

Dois jogadores se destacaram muito, o lateral e capitão Daniel Alves, jogando o fino da bola, organizando o time, peitando os adversários e mostrando quem manda na bagaça. E Gabriel Jesus, rápido, eficiente, um gol e uma assistência.

No segundo gol Gabriel Jesus arrancou ainda no campo de defesa, correu mais de 70 metros driblando adversários, fugindo de faltas, até dar um corte seco dentro da área e passar para Roberto Firmino só empurrar para a rede.

Se fosse Neymar, pelo currículo escolar apresentado pelo jogador do Paris Saint German nos últimos anos, ia preferir cair, cavar uma falta ou pênalti. Gabriel Jesus não, foi pra briga, enfrentou e colheu o resultado. Talvez a melhor atuação dele na Seleção em muitos anos.

Quando sobra garra como ontem, até o talento de Neymar – que apesar de birrento, menino e mala, temos que admitir que tem de sobra – não faz tanta falta.

Agora, é Chile ou Peru.

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