Morre Dirceu Kruger um dos maiores ídolos da história do Coxa

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Kruger, com a taça que leva o seu nome. Foto de Amauri Escudero

Ele estava internado e faleceu após complicações derivadas de uma cirurgia na região abdominal.

A vida de Dirceu Kruger sempre esteve ligada ao Coritiba, e vice-versa. Ambos conviveram juntos por 53 anos. Era considerado o mais coxa branca dos coxas brancas.

Foi atleta do clube – disputou 252 jogos pelo Coritiba -, treinador –
185 partidas -, conselheiro, de tudo um pouco.

Dirceu Krüger era mais do que um jogador. Rapidamente se tornou símbolo do Coritiba. Gols, títulos e a sempre lembrada história do interesse do Vasco – que queria Krüger, mas levou Kosilek – foram criando uma relação impressionante com a torcida. Era o Flecha Loira.

E essa história ganhou contornos dramáticos em 1970, quando ele sofreu um rompimento das alças intestinais num choque com o goleiro Leopoldo, do Água Verde. Krüger chegou a receber a extrema-unção, teve seu quarto de hospital transformado em um local de orações de torcedores e dirigentes de todos os clubes. E sobreviveu, como a Tribuna contou em detalhes numa das matérias especiais com ele.

Voltou a jogar, voltou a ser decisivo, foi mais ídolo do que nunca – e num time com Jairo, Hermes, Nilo, Hidalgo, Negreiros, Paquito, Tião Abatiá, Zé Roberto e Aladim. Foi assim até 1976, quando encerrou a carreira para virar diretamente auxiliar técnico.

Com informações de Zé Beto e Tribuna

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