Londrina renasceu hoje (25 de abril) e desta vez com Alma Alviceleste

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Por Murilovski Zambeta

Esqueçam a raiva dos erros cometidos durante a parceria com a SM Sports, durante esses anos; a falta de torcida na arquibancada; a saudade do VGD (e o sonho de ter uma arena); o abandono do Roberto Fonseca (ficou feio pra ele sim); a eliminação hoje da Copa do Brasil…

A verdade é que Alemão, ex-atleta do clube, torcedor do Tubarão, o cara que aceitou trabalhar com a base, o técnico que EM TODOS OS SEUS DISCURSOS, sublinhou que o Londrina tem história, que nossa camisa tem peso, que somos o time dos resultados mais inesperados (1º clube da história do Paraná a chegar em semifinal da série A, 1º campeão brasileiro do Estado do Paraná, campeão da 1ª Liga…), que nossas tradições não podem ser ignoradas e que: nunca nos encolhemos ante as adversidades.

  O falecido e querido ex-presidente Agostinho Garrote marcou para a eternidade do clube que “enquanto houver um só torcedor na arquibancada esse time não morre”... Arrepiado lembrava do saudoso presidente que foi o responsável por esse time não ter acabado e ficava pensando: o que temos em nossas raízes que sempre nos faz renascer nos momentos mais improváveis?

Pois é torcedor, a vitória de hoje por 2×1 contra o Bahia foi de um time de guerreiros, um time de gente formada e vinculada com a terra: tem que lembrar que Dagoberto veio morar aqui e esse é o grande motivo para ele ter vestido a alviceleste essa noite; que o Germano e o Silvio somados tem mais de 20 anos de Londrina; que grande parte do elenco foi formado nas categorias de base e, portanto, comem e dormem em solo pé vermelho.

O resultado de hoje foi pra resgatar um orgulho importante: o orgulho da nossa terra, das nossas coisas… Por isso hoje renascemos de novo (já ressuscitamos um sem número de vezes antes). Devemos começar a pensar também na sucessão ao final da parceria, que foi boa para o Londrina sim, mas já deu.

Quem sabe não se inicie, finalmente, o período de transição, já está mais do que na hora de retomarmos o nosso orgulho de volta.

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