Foi-se o Fonseca

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Roberto Fonseca orienta a equipe durante o jogo com o Vila Nova (Foto: Gustavo Oliveira/LEC)

Por Wilhan Santin

A saída de Roberto Fonseca do Londrina Esporte Clube depois de dirigir o time em apenas um jogo na temporada é uma daquelas histórias do futebol em que os detalhes não vieram à tona.

Por meio do Instagram, ele utilizou as seguintes palavras em um texto de despedida justificando a saída do clube: “falas de imprensa e torcida que ultrapassaram o lado profissional e atingiram a mim e minha família”

Profissional cascudo, rodado, com outras passagens pelo próprio Tubarão como atleta e como treinador, Fonseca não se abateria tanto com impropérios (embora inaceitáveis) ditos por manifestantes na chegada do time ao aeroporto depois da derrota para o Bahia. Sobre imprensa, ele já recebeu críticas muito mais contundentes ao longo da carreira.

O treinador também se referiu à falta de investimentos, citando que atletas esperados, inclusive aqueles do Novorizontino, não vieram para o time devido ao baixo orçamento.

Nisso ele tem razão. Do caminhão de jogadores que sairia do interior paulista, veio apenas uma charrete, carregando o Paulinho Moccelin. Muito pouco para quem sonhava com Everton Sena, Paulinho (lateral), Felipe Marques e Murilo.

Porém, é a forma de o gestor Sergio Malucelli trabalhar. Ninguém pode negar desconhecimento disso. Ele estabelece tetos salariais e não vai além. Quem pede mais, não vem. E vamos às apostas em jogadores desconhecidos. Tem dado relativamente certo.

Que Roberto Fonseca seja feliz por onde andar. Sem ressentimentos. Obrigado pela campanha de 2018. Alemão assume. Que tenha sorte. Em frente.

Depois da tamancada baiana, o desespero já bateu em parte da torcida alviceleste. Dizem que o torcedor é passional. Claro, ninguém ficaria chateado, de cara amarrada, por causa de um jogo de futebol se não fosse movido por um sentimento tão sem nexo quanto esse. Ser apaixonado não é fácil.

Mas é preciso deixar de lado o coração e o fígado e pensar com a razão neste momento, às vésperas de mais uma Série B.

Li em uma rede social opiniões de gente que acha que o time atual brigará para não cair. Lembrei-me de 2016. Naquele ano, poucos dias antes de estrear contra o CRB pelo Brasileiro, o Londrina foi eliminado da Copa do Brasil pelo Cruzeiro, no Estádio do Café. Tomou dois a zero, fora o baile. Uma partida ridícula.

Do atual elenco, Silvio, Germano, Paulino Moccelin, Marcondes e Alan estavam naquele jogo.

Quatro dias depois, o Tubarão recebeu o CRB, voltando a disputar uma Série B depois de muito tempo. Perdeu de um a zero. Depois do jogo, nas arquibancadas, era quase unanimidade: brigaremos para não voltar à Série C. O time quase subiu para a elite.

É clichê que o tempo é senhor da razão. Pois somente ele nos dirá se Luquinha, Anderson Oliveira, Alemão e companhia irão ao olimpo ou ao ostracismo.

Há os reforços também. Os que entraram contra o Bahia nada mostraram. Porém, foi só um jogo. Devem evoluir. Outros ainda estrearão, como Caculé. É claro que Sergio Malucelli e equipe erram em algumas contratações, mas também muito acertaram nas últimas temporadas: Arthur, Ayrton, Zé Rafael, Belusso, Léo Pelé, Dagoberto, Felipe Marques.

A maior reclamação que fazem de SM é não levar o Londrina à Série A. Convenhamos que a missão não é fácil.

Em tempo: no jogo de volta contra o tricolor de Salvador, espero apenas dignidade.

Para fechar, Dagol está visivelmente sem condições de jogo. Que Alemão só o escale na hora certa.

Um grande abraço!

1 COMENTÁRIO

  1. Infelizmente ficou uma lição que não podemos praticar, se tudo na vida a gente desistir logo na primeira derrota, ou palavras que venha fazer nós desistimos é sinal que nunca iremos conquistar nada na vida.

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