E se cá fosse como lá?

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Por Guilherme Lima

As diferenças técnica e salarial entre o Brasil e a Europa são imensas no futebol. O Brasil evoluiu em muita coisa fora de campo, mas ainda longe do ideal administrativo e financeiro. Agora, uma lei que funciona muito bem na Europa e que seria saudável para o nosso futebol local é o tal do “fair play” financeiro.

Aqui, problemas como atraso em salário e em direitos de imagem ou de arena aos atletas são frequentes e em quase todos os clubes. Agremiações fazem loucuras e não honram seus compromissos.

Um caso curioso aconteceu dia desses e assustou o planeta bola.

E se fosse aqui?

Na Europa, o poderoso Milan foi excluído da Liga Europa (a Copa Sulamericana da Europa), porque apresentou prejuízo superior a trinta milhões de euros nos últimos três anos. Ou seja, gastou mais do que tinha. Primeiro advertência, depois multa e agora a punição gigantesca. E estamos escrevendo sobre o Milan! Troque o Milan por algum clube brasileiro que deve. Qual a punição?

Lá, ainda, a balança comercial entre compra e venda de atletas não pode ter um desnível de cem milhões de euros por temporada nem o uso de recursos de “fonte irregular”. As três regras são fatais para manter o “fair play” financeiro. O Milan descumpriu uma delas e, adeus Liga Europa. E tem mais gente graúda na mira da UEFA.

Na Argentina tem um bom exemplo. Lá, o San Lorenzo, time do Papa Francisco, e que recentemente ganhou a Libertadores, perdeu pontos no Campeonato local e foi impedido de contratar porque não teve as contas aprovadas pelo Comitê da Liga Argentina.

Agora, vamos pensar no Brasil. Se a moda pegasse aqui. Como seria a punição? Ou quais as regras? O que é certo é que muita gente boa seria rebaixada, impedida de contratar e muito mais. Teria time grande com o fantasma de fechar a porta assombrando. No Brasil, agremiações estão devendo salário de hoje e muito mais de ontem, além de dívidas na casa dos três dígitos de milhões em várias esferas. Jogariam em quais divisões lá fora? E aqui, vida que segue?

O futebol brasileiro tem problemas dentro e fora de campo, contudo, para começar a melhorar a gestão, precisa do simples: pagar o combinado, gastar o que se pode e quitar dívidas. Se tivesse pena prevista para cada deslize administrativo dos clubes, as divisões ficariam esvaziadas, contudo, com os clubes bons pagadores. Caso curioso aconteceu com o Fluminense. Os jogadores estavam reclamando de salários atrasados e a torcida os chamando de “mercenários”!  

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