Desenhando o Esporte

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Por Rafael Duarte Oliveira Venancio

Uma das coisas que sempre me fascinou no esporte foram suas cores.

Seja o vermelho vibrante combinado com o branco e o preto do meu São Paulo FC em listras da camisa reserva que vi Dodô, França e Aristizábal jogarem e que imaginei o título de 1957 com a velocidade de Maurinho indo em direção de Gylmar no Pacaembu das histórias das memórias de juventude de meu avô.

Seja o mesmo vermelho misturado a letras negras de uma camisa regata de número 23 do Chicago Bulls voando pelo ar em um jogo de basquete da NBA. Sim, crianças, eu não vi Pelé, mas vi Jordan.

E o vermelho, branco e azul marinho que está tanto no Chicago Cubs de um beisebol de centenária história como em um New England Patriots em uma surpreendente dinastia recente na NFL?

Aliás, além de cores, o esporte possui formas. Como não se surpreender na NHL que jogadores tão grandes e cheios de aparatos consigam ficar de pé com apenas duas finas lâminas de metal?

Ou mesmo, em um esporte de luta, como os combatentes misturam velocidade e força com a precisão de seus corpos?

Por isso que sempre me atraiu, além da descrição textual do esporte, também a sua descrição visual, o desenhar o esporte com sua plasticidade e também com o seu humor. Afinal, impossível não soltar um sorriso com Nino Borges, Henfil, ou mesmo, os inúmeros que praticam isso na rede social.

A ideia desta coluna é isso. Desenhar o esporte. Haverá charges, cartuns e desenhos mais expressivos ou mesmo mais impressivos. Haverá alguns textos. Haverá o fascínio pela cor e pela forma. Haverá todos os esportes.

Fiat lux. Faça-se o cartum!

Rafael Duarte Oliveira Venancio é jornalista, escritor, desenhista e filmmaker. Professor da Universidade Federal de Uberlândia. Um storyteller esportivo capaz de ser encontrado no Twitter (@rdovenancio) e no Instagram (@rafaeldovenancio

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