Deschamps, perto de fazer história com a França

deschamps

Nenhum técnico jamais venceu a Copa do Mundo duas vezes após a Segunda Guerra Mundial, mas o francês Didier Deschamps está a uma vitória de entrar para o livro dos recordes quando enfrentar a Argentina na final de domingo (18) no Catar.

Mas pergunte ao francês sobre sua chance de reescrever a história ao se tornar o primeiro a vencer a Copa do Mundo duas vezes como técnico e uma vez como jogador, e então ele se afasta dos holofotes, permitindo que seu amado time seja o foco.

“Não sou o mais importante aqui, o time é. Claro, estou orgulhoso e todos sabemos que agora há uma chance de defender nosso título na final”, disse Deschamps. “Então já é uma grande conquista. Faremos tudo o que pudermos para garantir que sejamos mais felizes no domingo (18). Eu realmente não penso em mim. Estou satisfeito com o fato de termos tido esse sucesso.”

Deschamps é o quarto técnico a levar um país a duas finais consecutivas da Copa do Mundo, depois de Vittorio Pozzo (Itália), Carlos Bilardo (Argentina) e Franz Beckenbauer (Alemanha Ocidental), com os dois últimos perdendo uma final cada.

Mas seu legado duradouro será unir um time da França que, no passado, havia sido fraturado por disputas internas e impertinência antes de construir um time que sabe como avançar nos torneios.

Depois de ter capitaneado a “geração de ouro” da França, que venceu a Copa do Mundo de 1998 e a Eurocopa de 2000, o técnico de 54 anos criou outra geração de ouro na última década.

Como técnico, Deschamps levou a França à final do Campeonato Europeu em 2016 em casa, onde perdeu para Portugal na prorrogação, à final da Copa do Mundo de 2018, em que venceu a Croácia, e agora à decisão no Catar.”Nós o chamamos de amuleto da sorte, mas a melhor qualidade de Deschamps é sua capacidade de montar uma equipe”, disse o ex-jogador francês Patrice Evra. “Às vezes ele não escolhe os melhores jogadores porque sua motivação é ‘o time é a estrela’… Ele é alguém que pode armar um

O que fez Deschamps ter sucesso em torneios, especialmente na Copa do Mundo desde 2018, não é aderir a uma identidade ou filosofia específica, que costuma ser a característica definidora de grandes times.

Em vez disso, ele se adapta às circunstâncias e aos adversários. Houve jogos em que a França dominou a posse de bola, enquanto em outros eles ficaram satisfeitos em ceder a bola e golpear as equipes no contra-ataque.

A segunda tática fez maravilhas na semifinal contra o azarão Marrocos, que havia chegado às semifinais jogando sem muita posse de bola.

“Quando você pensa que está perto de vencer a França, na verdade, está muito longe. Vamos aprender com isso para o futuro, deixa um gosto amargo”, disse o técnico do Marrocos, Walid Regragui. “Didier Deschamps mostrou que é o melhor treinador do mundo nos últimos 10 anos.”

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