De qualquer forma, o Londrina está do jeito que eu gosto

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Neste início de temporada, o Londrina está naquele ponto em que a torcida fica entre o desprezo raivoso e o “vamos apoiar, pô!”

Anda mais desconfiada do que cego que tem amante.

O torcedor vê um time derrubando neguinho da Série A e da Série B na tal Copa da Primeira Liga e entregando a rapadura – só pra variar – para Toledo, Cascavel, Prudentópolis, no Paranaense.

Ainda bem que o Iguaçu, de União da Vitória, não está no campeonato.

Sorte, também, que o Jotinha levou uma chicotada. Irrecuperável.

Quando parece que o Celsinho voltou de cabeça boa, fazendo gol e tal, ele apronta das dele. Noutras, some.

O Safirinha abaixa a cabeça e seja o que Deus quiser. De vez em quando, dá certo.

O Paulo Rangel apareceu bem, mas… Sei lá!

Sem o Zé Rafael, sobrou o Gava. Que é esforçado, mas não é o dez que o time precisa.

Ele até poderia render mais, porém encaixado num tipo de jogo em que os alas se apresentam e o ataque ora escapa legal ora faz a parede ou a tabela.

Sem essas características, armador nenhum arma jogo nenhum.

O ataque não ataqueia.

O meio-de-campo não meio-de-campeia.

E a defesa – que era nosso ponto forte – não defeseia.

E, pra completar, o goleiro – ponto fortíssimo faz uma pá de tempo – resolveu claudicar.

Não queria ser Cláudio Tencati hoje.

Mas, na Primeira Liga, o time vem bem.

Destruiu todo mundo e, agora, espera provavelmente um grandão, em casa, partida única, lá por agosto, quando vai estar já mais ou menos no meio da Série B e precisa mostrar mais.

O Campeonato Paranaense – e os estaduais, em geral – é só pra encher lingüiça. O que importa, mesmo, é o Brasileirão e, abaixo, a copa regional.

Malucelli vai ter de arrumar jogador bom pra esse time.

De qualquer forma, ainda prefiro o Tuba dando relho no Paraná e nos catarinenses enquanto trupica no Estadual.

Sou londrinense desde 1984 e, pelo que acompanhei até aqui, dou razão a um colega que há tempos perambula pelos bares de toda a cidade e jogou no juvenil do LEC.

Jefinho acha que o Londrina sempre procura os caminhos mais difíceis.

“Tipo assim. Vai pra São Paulo? Então, em vez de pegar a Castelo, pega os carreadô.”

E conclui:

“Demora mais pra chegar, mas chega”.

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