Briga entre EUA e China afeta basquete americano

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Diretor do Houston Rockets Daryl Morey (AP Photo/Pat Sullivan)

A NBA perdeu quase todos os seus patrocinadores na China, o maior mercado da liga fora dos Estados Unidos. A polêmica em torno da maior liga de basquete do mundo começou quando o dirigente do Houston Rockets, Daryl Morey, publicou um tweet apoiando os manifestantes de Hong Kong, provocando uma reação no governo chinês.SAIBA MAIS

Uma joint venture chinesa da Nissan foi a mais recente a se distanciar da liga norte-americana. Antes vieram a maior fabricante de roupas esportivas da China, a segunda maior empresa de laticínio do país e uma marca de smartphones. Além disso, a TV estatal CCTV e a empresa de tecnologia Tencent Holdings disseram nesta semana que não vão exibir os jogos da pré-temporada da NBA.

A mais recente controvérsia da China envolvendo a NBA pode custar bilhões de dólares. Isso porque Pequim, capital do país, está recorrendo à estratégia de usar sua influência econômica para pressionar empresas que desafiam seus interesses políticos e questionam sua soberania sobre determinados territórios, como Hong Kong.

A briga lançou uma sombra sobre o que deveria ser uma semana chave para a NBA na China. Duas equipes da liga devem disputar partidas de exibição no país. O Brooklyn Nets, recentemente comprado pelo cofundador do Alibaba, Joe Tsai, e o Los Angeles Lakers, devem disputar em Xangai no próximo dia 12 de outubro na cidade de Shenzhen, do outro lado da fronteira de Hong Kong.

A China tem enfrentado uma série de polêmicas que provocaram uma desaceleração na economia do país, de US$ 13,6 trilhões. Enquanto isso, os protestos pró-democracia em Hong Kong questionam a capacidade da China de controlar o território.

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